Sábado, 24 de Fevereiro de 2007
Estamos tramados

     E porque não?

     Mentir é o termo popular, não dizer a verdade é frequentemente usado pela nossa classe política ou melhor, não completamente interpretada!!!!!

     Foi assim que um grupo resolveu usar de estratégia para conseguir uma maioria e deste modo, conseguir os poleiros para sua salvação futura, acusando os Portugueses de despesismo, esquecendo-se que o dinheiro mal empregue e que nos é tirado, são os seus ordenados.

     E se uma não chega, mente-se pela segunda vez no referendo, para agora já não ser bem o que se prometeu e, como não há duas sem três, nas próximas eleições lá vão eles receber novamente o apoio popular merecido e, se olharmos para um país que os nossos deputados dizem ser menos evoluídos que nós, um primeiro ministro confessou que mentiu e logo o povo se revoltou e foi para a rua demonstrar o que é ser povo mesmo pois nós, somos conhecidos como de brandos costumes.

     .... .... a caravana passa e os cães ladram .... ...  dito isto, porque choramos, porque nos irritamos, porque nos lamuriamos já que estamos mesmo tramados assim resolvi fazer:

    Poesia abstracta da vida política Portuguesa garantida nas grandes percentagens de paciência que o povo tolera.

Pela vida que levo, porque sou obrigado.

Dediquei-me à poesia ou melhor, a ocasião faz o homem e a solidão inspira a pessoa.

Por isso e por muito mais, vi-me na obrigação de relatar a minha vida tal qual como a vejo e não como os outros a podem ver ...

          Depois de tantas noites mal passadas,

          De tantas cambalhotas da vida,

          De tantas vezes ter passado por debaixo da mesa,

          De tanto ter suado para nada.

          Sinto-me!? ...

Apanhado, moído , maltratado, queimado, chamuscado , esturrado, carbonizado, cacimbado , faminto, saciado, esfomeado , esfolado, escalpado , frito, guisado, assado, desmoralizado, concentrado, rijo, sóbrio, ébrio.

          Enfim ... sinto-me tudo menos aquilo que sou.

          Por isso ... já podem ver a vontade enorme que eu tenho em aceitar os políticos.

          Política ... políticos ... palavras que não me saem da cabeça!

          Pois para por na ordem e endireitar esta gente, ia de qualquer maneira.

          Tanto me importava que fosse de:

Barco, avião, submarino, eléctrico, machimbombo , triciclo , trotineta , patins, bicicleta, carro de esferas, riquexó automóvel, camioneta, caravela, bote, carroça, cavalo, burro, comboio ou até a pé.

Pois por mim o que contava era mesmo ir, para poder gritar bem alto, com a força dos meus pulmões ...

          Daqui não saio ...

          Daqui ninguém me arranca !

          Daqui não saio ...

          Nem que seja com uma valente tranca !!

Mas isso não é possível porque a visão visual da visibilidade viseira de ver da vista dos meus olhos ... assim nos obriga. E para isso lá está o tal ditado que diz:

          Se prato partido é caco ...

          Perna de porco é presunto !

          Se olho do cu é buraco ...

           Homem morto é defunto .

Por isso, desde que o sol brilha nas altas parcapinas dos montes, desde os mais recentes aos mais retardados pontos da vida papafúrvica !

O homem tem que aguentar até ao mínimo limite das suas forças.

          Dito isto por brincadeira

          Todo esta bonecada

           São cabeças de madeira

           O resto, trapos mais nada.

           Não sou esperto nem burro

          Nem bem, nem mal educado

           Sou apenas o produto

           Do meio onde fui criado.

          Quem nada tem nada come

          E ao pé de quem tem de comer

           Se alguém disser que tem fome,

           Comete um crime sem querer.



publicado por aruangua às 15:57
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